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PONTOS
DE VISTA
Para
ciência dos que nos lêem, em especial aos colegas
da ACCESP, tenho a relatar que, neste ano, algumas
ocorrências têm chamado atenção nos Torneios.
Em
Botucatu, um curió foi desclassificado, tendo
em vista que o seu proprietário estimulou o pássaro
a cantar, por tocar uma fita, fora da delimitação,
enquanto permanecia na estaca.
Em
Araras, um curió de mesma propriedade do outro,
foi estimulado mostrando um ao outro, dentro
da delimitação da estaca, mas não foi desclassificado
no ato. Estivemos julgando nesta ocasião.
Essas
ocorrências não estão previstas no regulamento,
como proibição, todavia diz que casos omissos,
são resolvidos pela Diretoria da Febraps. Para
que a Diretoria as aprecie, é necessário que
a parte prejudicada faça reclamação formal.
Por
outro lado, é dado aos juizes de canto, toda
autonomia para a resolução dos casos, e a eles
são garantidos os respaldos da Febraps. Portanto,
mesmo que houvesse reclamação formal do proprietário
do pássaro que foi desclassificado em Botucatu,
creio que a punição seria mantida.
Da
mesma forma, creio também que, se houver reclamação
quanto à ocorrência de Araras, o pássaro será punido,
para manter a coerência, entretanto, quem resolve é a
Diretoria Técnica Disciplinar da Febraps.
Desta
forma, as duas atitudes tomadas no ato, antagônicas
se não houver reclamação à Febraps, estão corretas.
Embora
gentilmente, o Sr.Paulo Martinez tenha nos alertado
em Araras, citando inclusive o caso de Botucatu,
ocorreu-nos naquele momento dois pontos de vistas:
Sob
o ponto de vista ético: é preciso considerar
que ser ético é fazer algo em seu beneficio,
e no mínimo sem prejudicar o outro. É o indicativo
do que é mais justo ou menos injusto diante de
possíveis escolhas que afetam terceiros. Ora,
se os pássaros em questão foram beneficiados,
evidentemente prejudicou outros no tocante à classificação.
Portanto, foram atitudes antiéticas, se os concorrentes
não usaram desses recursos por assim entender.
Sob
o ponto de vista de exibição, apresentação, brilhantismo:
as atitudes colaboraram com o sucesso do Torneio,
tendo em vista que, aquele que foi desclassificado
em Botucatu era o virtual primeiro lugar sem
repetição (ficaria sem cantar), e o que não foi
desclassificado em Araras foi segundo lugar sem
repetição.
Optamos
então, por esclarecer ao público presente ao
final da prova, que iríamos deixar que alguém
que se julgar prejudicado, a formalizar sua reclamação,
para ser decidido pela Diretoria Técnica Disciplinar
da Febraps, ao invés de tomar uma atitude radical
em função dos pontos de vistas acima citados.
Não
há como prever todas possíveis atitudes em regulamento,
todavia, se esse tipo de estímulo aos
pássaros dentro do raio de visão da platéia que
assiste ao Torneio, for proibitivo, há que se
constar em regulamento, para em primeiro lugar,
ficar claro a todos, e para que essas atitudes
sejam punidas e tenhamos resoluções uniformes,
na hora do fato.
Todavia,
em função do acontecido em Botucatu, sugiro que
não procedam conforme os exemplos citados, pois,
a tendência da Diretoria Disciplinar é pela imposição
de penalidades para essas atitudes.
JUNICHI
YONEMURA
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